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Filhos humanizam

Os anos deixam rugas na pele,
mas a falta de entusiasmo deixa rugas na alma."
(Michael Lynberg)

A paternidade e maternidade estão permanentemente submetidas à avaliação e análises, feitas por todos nós. Pais e mães são homens e mulheres que assumiram um compromisso denso com filhos e filhas. E em tempos em que nem sempre eles conseguem compreender as mudanças culturais que operam neste mundo de ligeiras transformações. Ser pai e ser mãe é mais do que um ofício; é assumir uma missão, criando condições de aconchego e de vôo, como fala Padre Zezinho. Somos pais e mães menos presentes na vida cotidiana de nossos filhos. Por isso mesmo, a convivência com eles pode e deve ser por excelência, um convite e uma oportunidade para a humanização (nossa e deles).

O ser humano não nasce lapidado, não nasce pronto. Faz-se no tempo, na experiência e na vida concreta. Esta vida concreta é feita de oportunidades. Umas nós mesmos as construímos, sobretudo em nossos espaços de convivência familiar. Outras, o mundo as oferece, de forma permanente. E fogem do nosso controle e da nossa vontade.

Certas coisas somente aprendemos a partir da experiência concreta. Quando éramos apenas filhos, não possuíamos noção da idéia de "pertença" e proteção, tão intrínsecas à vida dos verdadeiros pais e mães. Achávamos que éramos super protegidos, que nossos pais desperdiçavam tempo e cuidado para com a gente. Finalmente, achávamos que o que nos faltava era a liberdade. Mas somente com a paternidade e a maternidade pudemos compreender o valor dos "investimentos" afetivos, culturais, emocionais e porque não econômicos que pais e mães fazem em função de seus filhos. Filhos não têm mesmo condições para compreender estes valores, mas deveriam supor e tolerar a idéia de que pais e mães só os querem proteger, porque ainda os consideram seres frágeis e suscetíveis a muitos perigos que os rondam enquanto forem crianças, adolescentes ou jovens. E que estes perigos são reais, e existem.

Por sua vez, a sabedoria popular encarregou-se de nos ensinar que "filhos a gente não cria para a gente. Filhos, a gente cria para o mundo". Diz Padre Zezinho que "não dá para ninar um filho a vida inteira. Um dia a aguiazinha fica madura e precisa voar sozinha e fazer seu próprio ninho. Tem que haver mais do que asas de mãe naquela vida. Existe vento forte lá fora e alguém tem que empurrá-las para voarem sozinhas. Filho que não entende isso chega aos 32 anos dependendo da mesada do pai. Pai que não entende isso vai amar errado. Há um tempo para o aconchego e outro para o vôo para longe. Ou isso ou não haverá mais águias".

O ambiente familiar é um espaço privilegiado de promoção de vida, dignidade e de humanidade. Aqueles e aquelas que, convivendo, compõem uma mesma relação afetiva, podem construir a mais rica experiência do amor. Mas há que se considerar ainda os filhos e filhas dos outros e outras. Aqueles que não possuem um ambiente familiar que os promova e os proteja. De quem a responsabilidade? Se filhos do mundo, também filhos nossos. São de nossa responsabilidade também.

Rugas no corpo são inevitáveis com o passar do tempo. Rugas na alma não colam naqueles que são entusiastas da vida, do amor e do ambiente familiar. Nossas famílias devem ser lugares de aconchego e de vôo. Aconchego e vôo são da essência humana; constroem felicidade.

Nei Alberto Pies,
professor da rede estadual de ensino e militante de direitos humanos.

Tecnologia: uma ferramenta e um problema social

             Você já parou para pensar na importância e na relevância que tem um simples e pequeno click, você irá me perguntar: Mas que click?, estou falando click do mouse que em fração de segundos pode fazer você ganhar uma grande oportunidade ou pode fazer você perder o emprego dos seus sonhos. Além é claro de ser o grande vilão que da passagem para a entrada de vírus nos sistemas de informática fazendo muita gente chorar de raiva. 

             Mas vamos ao que interessa comecei a mexer com computadores quando ainda tinha meus oito anos de idade, descobri um mundo onde até o que não era possível poderia acontecer. Garoto de família pobre e uma imaginação de dar dor de cabeça para qualquer adulto, comecei a pensar o que teria de tão importante dentro daquela caixa branca e misteriosa que era conectada ao monitor por um fiozinho preto. Tentando responder a essa pergunta queimei meus dois primeiros computadores, mas, fazer o que, como o diz o ditado: Quem não se arrisca não petisca. O resultado foi o aprendizado em relação a manutenção de computadores, com doze anos de idade começo a vender o meu conhecimento realizando manutenções para vizinhos de quadra. Sem nunca ter feito um curso de aperfeiçoamento na área, eu garotinho de nada, sabia mais que muito marmanjo de meia idade. 
             Enfim hoje com dezoito anos de idade faço tecnólogo de Hardware e Software, ou seja, de peças e programas, e trabalho em uma escola de informática, instruindo futuros técnicos na área. Nos dias atuais estamos caminhando para uma revolução tecnológica, vemos elevadores garagem subterrâneas no Japão, chip com documentos pessoais inserido na pele da mão, e fico me perguntando, o que mais está por vir se nem mesmo o que já saiu não nos foi habituado. Temo um descontrole tecnológico, coisa de filme de ficção, mas ainda assim temo, os homens estão ficcionados pela beleza e praticidade que a tecnologia tem trazido a quem pode pagar por ela, trazendo mais a tona as diferenças sociais e fazendo tantos trabalhadores perderem seus empregos. 

             O jeito mesmo é esperar, e torcer para que gente bem intencionada faça boas escolhas do ainda está por vir. Mas o que virá?